segunda-feira, 5 de julho de 2010

JUREMA

Jurema-preta (Mimosa hostilis Benth.) é uma árvore pertencente à família Fabaceae, da ordem das Fabales típica da caatinga, ocorrendo praticamente em quase todo nordeste brasileiro. Bem adaptada para um clima seco possui folhas pequenas alternas, compostas e bipinadas com vários pares de pinas opostas. Possui espinhos e apresenta bastante resistência às secas com grande capacidade de rebrota durante todo o ano. Usada pelos índios da etnia xucurus-cariris em conjunto com a Jurema Branca (Mimosa verrucosa). É utiliza tradicionalmente para fins medicinais e religiosos. Sua casca é usada para fins medicinais e a casca de sua raiz é a parte da planta usada nas cerimônias religiosas pois possui maior parte dos alcalóides psicoativos,a esta bebida alucinógina ,eles davam o nome de Juçá.Apesar de bastante conhecida no Nordeste do Brasil ainda não há um consenso sobre qual a classificação exata da planta popularmente conhecida por Jurema. A Jurema (Acacia Jurema mart.) é uma das muitas espécies das quais a Acácia é o gênero. Várias espécies de Acácia nativas do nordeste brasileiro recebem o nome popular de Jurema. As Acácias sempre foram consideradas plantas sagradas por diferentes povos e culturas de todo o mundo; Os Egípcios e Hebreus veneravam a "Acacia nilotica" (Sant, Shittim, Senneh), os Hindus a "Acacia suma" (Sami), os Árabes a "Acacia arabica" (Al-uzzah), os Incas e outros povos indígenas da América do sul veneravam a "Acacia cebil"(vilca, Huillca, Cebil), os nativos do Orinoco a "Acacia niopo" (Yopo) e os índios do nordeste brasileiro tinham na "Acacia jurema" (Jurema, Jerema, Calumbi) a sua árvore sagrada, a sua Acacia, ao redor da qual desenvolveu-se essa tradição hoje conhecida como "Jurema sagrada". O culto da Jurema está para a Paraíba, assim como o Iroko está para a Bahia. Esta arvore tipicamente paraibana, apesar de existir também em outros estados do nordeste, era venerada pelos índios potiguares e tabajaras, muitos séculos antes da descoberta Brasil. Em Pernambuco, existe um município cujo nome é Jurema devido a grande quantidade destas árvores que ali se encontra. A jurema (mimosa hostilis) depois de crescida é uma frondosa árvore que vive mais de 200 anos. Todas as partes dessa arvore são aproveitadas: a raiz, a casca, as folhas e as sementes, utilizadas em banhos de limpeza, infusões, ungüentos, bebidas e para outros fins ritualísticos. Os devotos iniciados nos rituais do culto são chamados de “Juremeiros”. Foi na cidade de Alhandra, município a poucos quilômetros de João Pessoa, que esse culto, na forma do Catimbó alcançou fama. A Jurema já era cultuada na antigüidade por pelo menos dois grandes grupos indígenas, o dos tupis e o dos cariris também chamados de tapuias. Os tupis se dividiam em tabajaras e potiguares, que eram inimigos entre si. Na época da fundação da Paraíba, os tabajaras formavam um grupo de aproximadamente cinco mil índios. Eles ocupavam o litoral e fundaram as aldeias Alhandra e a de Taquara. A jurema sagrada é remanescente da tradição religiosa dos índios que habitavam o litoral da Paraíba e dos seus pajés, grandes conhecedores dos mistérios do além, plantas e dos animais. Depois da chegada dos africanos no Brasil, quando estes fugiam dos engenhos onde estavam escravizados, encontravam abrigo nas aldeias indígenas, e através desse contato, os africanos trocavam o que tinham de conhecimento religioso em comum com os índios. Pôr isso até hoje, os grandes mestres juremeiros conhecidos, são sempre mestiços com sangue índio e negro. Os africanos contribuíram com o seu conhecimento sobre o culto dos mortos egun e das divindades da natureza os orixás voduns e inkices. Os índios, estes contribuíram com o conhecimento de invocações dos espíritos de antigos pajés e dos trabalhos realizados com os encantados das matas e dos rios. Daí a jurema se compor de duas grandes linhas de trabalho: a linha dos mestres de jurema e a linha dos encantados.Alguns desenhos chamados de "fosfenos",encontrados nas pedras nos sítios rupestres,podem serem resultado de visões sob o efeito alucinóginos da bebida da jurema.

domingo, 4 de julho de 2010

O CARVALHO

Assim como aqui no Brasil a árvore símbolo é o já praticamente extinto Pau-brasil, na França a árvore símbolo é o Carvalho (mas lá ele é preservado de verdade!). O carvalho é da familia das Fagaceae e nome ciêntifico Quercus robus.Cresce até 30 a 40 metros de altura e vive de 500 a 1000 anos. E uma árvore alta, com uma copa não muito espalhada, ou seja, ela cresce mais na vertical que na horizontal. O maior e mais antigo carvalho da França (juntamente com um druida encantado) pode ser visto na página da Bretanha. Quando os judeus dizimaram-se mundo a fora durante a segunda guerra mundial;não podendo usar seus nomes verdadeiros para não serem identificados,agregavam nomes de árvores aos seus nomes,afim de servir como códigos de identificação de suas origens e poderem além de preservarem-se,encontrarem-se também e unir-se em parentescos e matrimônios. Carvalho,foi um dos nomes muito utilizados para tal fim,pela força e resistência da árvore ue resiste a qualquer tempestade;asim,os judeus,mesmo,na perseguição e dizimação,na angustia e na dor...permaniciam fortes tal qual como os carvalhos. É bem provável,que muitas pessoas que caregam tal nome de família,seja descendente de judeus dizimados na Segunda Guerra e não saiba de tal história. Voltando para a França,esta se orgulha de toda a sua história e com razão. O início de sua civilização é muito antigo, sendo marcado pelo povo denominado de "Gauleses" (aqueles das histórias em quadrinhos do Asterix). Os Gauleses tinham uma religião própria, o druidismo, sendo os representantes religiosos máximos, os druidas. Eles não tinham templos e faziam suas cerimônias nas florestas, preferencialmente sob as sombras dos carvalhos ou "chênes". Eles achavam que os carvalhos tinham o poder de curar todos os tipos de doenças. O culto máximo do druidismo se dava na última noite do ano, quando os druidas saiam a cata de uma árvore de carvalho que tivesse aderida ao seu tronco uma espécie de planta denominada "Gui". O povo se reunia todo sob a copa do carvalho, e um druida subia na árvore e fazia a colheita do ramo de Gui com uma faca de ouro com um formato de uma pequena foice, sendo isso feito durante todo um cerimonial. Ao pé do carvalho, outros druidas recebiam a planta sagrada e a distribuíam ao povo como símbolo de saúde e felicidade, e a festa terminava com um grande jantar, o que é hoje o nosso "Reveillon".

O GIRASSOL

O girassol ,é da família das Asteraceare de nome científico Helianthus annuus e está entre as flores sagradas para alguns povos ,suas culturas e religiões.Há artefactos em forma de girassol,encontrados em cerimônias religiosas,datados de cerca de 1.000 a c. Francisco Pizarro,foi um dos que encontrou entre os incas,estátuas em ouro,mostrando que o girassol,era também adorado como um deus. Para os cristãos,o girassol,tem também,uma simbologia toda especial.Ele simboliza Jesus o sol da Justiça e a própria ressurreição de Cristo o Eterno Sol que brilha. De forma particular,eu sempre plantei girassóis,para vê-los quando crescidos fazerem aquele ritual esplendoroso,de aos primeiros raios do sol,todas as flores,sob um comando divino,girarem em torno de si e contemplarem o sol,como que num estado de êxtase perante o astro rei ou uma adoração de uma criatura ao referencial do seu criador. Plantei um campo de girassóis para Van Gogh,como , em gratidão aos girassóis que o mesmo eternizou em sua obra.Não foi possível usufruir da beleza de vê-los no espectáculo citado acima;mas ao passar em frente ao campo dos girassóis por mim plantados,eu me emocionava pela beleza que lá deixei para que outros pudessem contemplar. Quando os pintores expressionistas do sul,resolveram morarem juntos numa mesma residência,estavam entre estes,Vincent Van Gogh que para decorar aquele ambiente e representar a vida que renasce a cada dia como o sol,pintou girassóis ;estas obras são as mais famosas de sua vida;um vaso com doze girassóis.hoje,com o retorno da valorização da homeopatia,que eu chamo de a A Farmácia de Deus,o girassol,oferece,inúmeras propriedades medicamentosas e alimentícias. Estes girassóis que postei no início do texto,são para meus leitores,como fonte de beleza,luz e energia.

domingo, 6 de junho de 2010

EU E BECINHO...

No céu passam nuvens Que vão de encontro ao mar Lembram lenços brancos Que saúdam o nosso amor Deus como te amo Não é possível Ter entre os braços Tanta felicidade Beijar teus lábios Com perfume do vento Nós, dois apaixonados Como ninguém no mundo Deus como te amo Tenho vontade de chorar Em toda minha vida Nunca senti isso Um sentimento querido Um sentimento verdadeiro Que pode parar um rio Que vai de encontro ao mar As andorinhas no céu Que vão de encontro ao sol Que podem mudar o amor Meu amor por você Deus como te amo! Um sentimento querido Um sentimento verdadeiro Que pode parar um rio Que vai de encontro ao mar As andorinhas no céu Que vão de encontro ao sol Que podem mudar o amor Meu amor por você Deus como te amo Deus como te amo

quinta-feira, 13 de maio de 2010

OBRIGADA SENHOR.

Nem todas as pessoas nascem com a arte de sorrir a cada vez que a vida lhe diz "NÃO".Penso ser isto um dom precioso de Deus.Claro que eu choro;e choro com muita intensidade até o ponto de sentir a alma doer;mas já dizia Tomas de Aquino:Não chore mais do que quinze minutos.Quando li isto pela primeira vez,tratei logo de ficar demasiadamnte indignada com o filósofo,pois como estipular uma hora exata para chorar,se cada um sabe a rezão e o tamanhho da sua dor???Hoje,percebo a figura de linguagem por trás desta frase....Quinze minutos é um quarto de uma hora;uma hora aqui,poderia ter o contexto de um dia,de um ano ou até mesmo DE UMA VIDA INTEIRA.De certo,que na hora da dor,da provação,do tragédia física ou psicológica;dá-nos a dúvida,e até mesmo a precisão,de levarmos a vida inteira a chorar,como que as nossas lágrimas,pudessem subir a até Deus,e Ele na sua bondade,justiça e misericórdia,quizesse reverter a situação...Com o tempo,só com o tempo,é que começamos a entender,que qualquer coisa que nos aconteça,o mundo não vai parar por isso, e as pessoas;mesmo áquelas que mais nos amam,também,não podem parar a suas vidas por nós...e o melhor;é quando chega ao nosso entendimento que nem nós mesmos podemos parar,pois assim como o mundo,como as pessoas,cada um de nós faz parte da mesma dinâmica;de que A VIDA CONTINUA;e se tiver-mos que chorar,não seja por uma vida toda;caso contrário,desperdiçaria-mos os outros quarenta e cinco minutos e nossa existência seria inútil,para O mundo,para as pessoas e sobretudo para nós mesmos, que é o mais importante.Nos últimos meses,vivi sob uma tensão tamanha,que eu mesma me perguntava de onde vinha tanta força...Ora,como senão eu fosse salmista por excelência e não soubesse:EU ERGO OS MEUS OLHOS PARA OS MONTES E ME PERGUNTO:DE ONDE VIRÁ O MEU AUXÍLIO?-MEU AUXÍLIO VEM DO SENHOR QUE O CÉU E A TERRA CRIOU(Sl 121).Atravessei rios caudalosos,com a gravidez de risco da minha filha,gerando angústia,cansaço físico demasiado;ao mesmo tempo em que a caçula,gritava pelos cantos com uma dor misteriosa,que aumentou tudo o que eu já estava passando,até depois de vários exames,diagnosticar um calculo renal.Toda a responsabilidade de cuidar de uma casa de muitos cômodos e o preparo dos alimentos,dinheiro pouco pra administrar o que já é de praxe ;as despezas extras que surgiram.Uma ordenação presbiteral,sob minha responsabilidade ,para articular cinco dias de ação litúrgica.Uma dor no fêmur da minha perna direita,que me deixava com menos capacidade fìsica e a pergunta?Que dor é esta?Outras situações,stressantes,que me fizeram chorar uma tarde inteira até precisar tomar calmante,essa eu prefiro nem comentar...Existem coisas que para o nosso próprio bem e para os demais,nem convém explanar...Quando tirei essa foto,com minha web(sem nenhum retoque);depois fiquei pensando,que continuo sorrindo,e que chorei meus quinze minutos,mas logo o sorriso irradiou o meu rosto outra vez.Nesse ìnterim,algumas pessoas me ajudaram só de me ouvir,mas tive o cuidado e a elegância de não cansa-las,de não exaurir suas forças...Mas como é bom ter cirineus na nossa vida.Estou agora de mala pronta,para viajar,para um grande acontecimento em minha vida particular,e de toda nossa família.Acompanhar a minha filha Mariana no seu parto.Ver o meu neto nascer.(sobre isso,depois escreverei).OBRIGADA SENHOR,por ter me tomado pela mão e atravessado comigo esse "tempo" de medição,de força,de fé,de confiança em VÓS.Obrida Senhor,por este sorriso....

terça-feira, 4 de maio de 2010

HISTÓRIA DO DIA DAS MÃES.

As mais antigas celebrações do Dia das Mães,remotam as comemorações da Grécia antiga em honra de Rhéa,mulher de Cronos e Mãe dos deuses.Em Roma,as festas eram dedicadas a Cybele,Mãe dos deuses romanos,e as suas festividades começaram por volta do ano 250 antes do nascimento de Cristo.No século XVII,a Inglaterra celebrava no quarto domingo da quaresma,um dia chamado "Domingo da Mãe",para homenagear todas as mães inglesas.Neste período,a maior parte da clase baixa inglesa trabalhava longe de casa e viviam com seus patrões,e neste dia,eram liberados ,para regressarem aos seus lares e abraçarem as suas mães no Domingo da Mãe. Á medida em que o cristianismo se espalhou pela Europa,passou-se a cebrar a "igreja-Mãe',a força espiritual que lhes dava vida e protegia do mal.Aos poucos a festa foi se confundindo e as pessoas pasaram a celembrar o Dia Das mães e também da Igreja. Nos Estados Unidos,a comemoração de um dia dedicado as mães foi sugerido pela primeira vez em 1872 por Julia Ward Howe,e algumas apoiantes,que se uniram contra as crueldades da guerra e tutavam principalmente por um dia de paz. Mas foi Ana Jarvis,em 1804,quando sua mãe morreu,que na Igreja de Grafton,chamou átenção para um dia dedicado á todas as mães.Três anos depois,a 10 de maio de 1907,na Igreja de Grafton,foi celebrado o Dia Das Mães com a presença de familiares e amigos.Nesta ocasião,a sra Jarvis enviou 500 cravos brancos que deveriam ser usados por todos como símbolo da virtude da maternidade.Ao longo dos anos ela enviou mais de 10.000 cravos;vermelhos para as mães vivas e brancos para as já falecidas.Em face a aceitação da idéia da sra Jarvis,muitas pessoas influentes,começaram a enviar manifestos ás autoridades ,no intuíto de de celebrar o Dia das Mães a nível nacional. Hoje em dia muitos de nós celebramos o Dia das Mães,com pouco conhecimento de como tudo começou.No entanto,podemos,identificarmo-nos com o amor e respeito de Ana Jarvis há 96 anos atrás;mas nem todos os países,celebram o Dia Das Mães no segundo domingo de maio.No Brasil foi comemorado pela primeira vez no Rio Grande do Sul,em 1918;em São Paulo,em 1921.A oficialização se deu por decreto no governo provisório de Getúlio Vargas,em 1932,pelo decreto 21.366.Em 1947,a data foi incluida no calendário da Igreja Católica por determinação do Cardeal Arcebispo do Rio, Dom Jaime de Barros Câmara. "Eu tive duas mães.Minha mãe biológica Beatriz,que faleceu quando eu nem tinha três anos completos.A memória de uma criança é fantástica;ainda lembro daquela noite,minha mãe,que chamava de Sandrinha,morta no caixão,minha irmã,comigo no braço,chorando muito.Muitas pesoas pela casa,outras na cozinha preparando café com bolachas,para os que iam velar o corpo a noite inteira.Lembro que as pessoas me olhavam e diziam:A bixinha ,tão pequena,ficou sem mãe.Eu adormecia,mas depois,despertava chorando,como se algo me impedisse de dormir,para ficar peto da minha mãe pela última vez.No dia seguinte,colocaram o caixão,sobre tamborestes embaixo de um grande pé de algaroba e tiraram uma foto ,onde eu apareço,no braço,da minha irmã,ainda com uma chupeta pendurada no percoço,olhando para a minha mãe morta no caixão,com um olhar de quem não entendia nada e ao mesmo tempo entendia tudo. Minha mãe adotiva,era uma solteirona,muito amiga da minha mãe biologica,seu nome era Rosália mas todos a chamavam de Rosa.Ela fêz tudo por mim.TUDO.Há três anos atrás,ela ficou muito doente e quando desobriu-se a causa da doença,já era muito tarde;estava com câncer generalizado no fígado,que deu metáste e se espalhou para o estômago e rins.Não adiantava mais cirurgia,quimioterapia ou radioterapia;apenas morfina,como paliativo,para as fortes dores que ela sentia. Faltando três dias para o Dia dasMães,ela me olhou ,agonizando de dor e disse:Sandra...Sandra... e morreu em meus braços.Quado eu morrer,quero ser sepultada com ela.Agora tenho dois anjos no céu,que velam por mim e sinto a presença das duas,principalmente nos momentos mais difìceis da minha vida e quando choro,ainda chamo:MÃE...MÃE... Sou mãe também,e uma mãe em-aventurada pelas filhas tenho e Deus a mim confiou,ser o anjo de gurada delas aqui na terra.Ana paula,Mariana E Géssica,e daqui há uns dias,serei avó,ou GREAT-MOTHER(Grande Mãe),como me chamam meus amigos indianos.Pegarei Marcus Vinícius em meus braços agraderei a Deus,pela felicidade de VER OS FILHOS DOS MEUS FILHOS(Sl 127). Feliz dias das Mães e às Mães dos leitores do meu blogger.