quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Claris Mulieribus

Faz 8 anos que tirei esta foto,não pensava que um dia fosse causar impácto,talvez quando a novela Caminho da Indias acabar,ela já seja tão amirada,muitos pensam que tenha relação com a novela.Eu a fiz,porque tenho uma história perdida entre uma informação e outra,de um parente do Oriente Médio,porque havia feito um estudo sobre o treceiro olho(a terceira vissão),porque,porque sim.De fato,foi captado pela câmera,muito mais do que eu poderia imaginar,já que sou tão desajeitada com fotografias,não tenho muita intimidade com a lente ,acho que a mesma vai me roubar algo de muito íntimo,e não me sinto muito confortável,diferente de quando falo com uma pessoa,sempre olhando nos olhos,o que muitas vezes percebo um pouco de intimidação por parte do meu interlocutor.Eu fico feliz por ter conseguido passar através dessa imagem,uma admiração nas pessoas,talvez pelo oposto do que chama àtenção nas fotografias de hoje;muitos sorrisos e poucas roupas.O ar de mistério que ela deixa passar através do olhar fixo num ponto imaginário,é muito bonito,bem como a delicadeza da mão que segura o véu.Alguns amigos no orkut,postaram comentários e que eu me valho do meu diário virtual para agradecer a todos pelo carinho.
cadigina: vc e linda..eu te amo....
RENATINHA: amiga gostei das fotos mas esa e especial adorei e ja guardei
NaraH: Liinda..! ..::f l a v i o.: bela..a quintessencia!!!! hehhe
Awadhesh Kumar: Looks line in Indian Culture. DHIEGO.: Nossa ñ he pra qualquer um ter uma tia princesa...e mais Indiana..bjãao o tia..
Obrigada a todos,a nossa imagem é a coisa mais sagrada que existe,porque é a imagem do próprio Deus,que nos criou à sua semelhança.

Eu acredito

Eu acredito que existe forma de vida fora da terra;não sei aonde,não sei como,mas sei que tem.Eu pensei muito se contaria uma das mais fantásticas experiências do mundo onírico que me aconteceu,mas resolvi que tem coisas que é melhor deixá-las lá no canto delas.Existe muito sensacionalismo,muitos equívocos,mas tudo não é ficção científica,tudo não pode ser justificado.Existem estudos sérios sobre o assunto,existe testemunhas sérias também,existe sobretudo a incapacidade do homem para provar que não existe vida fora do planeta.Eu lembro de uma noite ,quando era ainda muito criança,e não havia luz eléctrica em Monteiro,os idosos e adultos nas calçadas,contando histórias da carochinha e fatos verídicos,enquanto nois (as crianças),brincávamos de cantigas de roda no meio da rua.De repente umas luzes coloridas começaram a aparecer no céu,eram muitas luzes e de cores diferentes,elas formavam grandes circulos e depois se desfaziam;todos correram para ver,havia muito medo e admiração,e alguns diziam que era o mundo que estava se acabando.Foi difícil dormir naquela noite,e no dia seguinte as versões eram das mais fantasiosas,por fim,pelo rádio,anunciaram a explosão de um satélite Russo,coisa que foi mesmo que não me dizer nada,pois eu não tinha a menor noção do que seria um satélite,tampouco quem eram os russos.Ainda vou pesquisar,se houve realmente essa explosão,e em qual ano,pra eu saber que idade eu tinha naquela época ,bem como a história verdadeira.Todos já viviam aterrorizados com as profecias do Pe Cícero que dizia:De 2 mil não passará,mas faltava muito pra esta data,mesmo assim,houve naquela noite,as mais caras manifestações do emocional humano:pedido de perdão por traição e falso testemunho,reactivação de amizades por parte de alguns intrigados e quem há muito tempo não ia á missa passou a ir domingueiramente.Quando vi a imagem que postei acima,eu lembrei dessa noite,lembrei das histórias de Atlântida,Das viagens de Júlio Verne,do meu sonho,e de que acredito em seres extras terrestres.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

RAZÃO E PAIXÃO

" Vossa alma é freqüentemente um campo de batalha onde vossa razão e vosso juízo combatem vossa paixão e vosso apetite. Pudesse eu ser o pacificador de vossa alma, transformando a discórdia e a rivalidade entre vossos elementos em união e harmonia. Mas como poderei fazê-lo, a menos que vós mesmos sejais também pacificadores, mais ainda, enamorados de todos os vossos elementos?Vossa razão e vossa paixão são o leme e as velas de vossa alma navegante. Se vossas velas ou vosso leme se quebram, só podereis derivar ou permanecer imóveis no meio do mar. Pois a razão, reinando sozinha, restringe todo impulso; e a paixão, deixada a si, é um fogo que arde até sua própria destruição.Que vossa alma eleve, portanto, vossa razão à altura de vossa paixão, para que ela possa cantar, E que dirija vossa paixão a par com vossa razão, para que ela possa viver numa ressurreição cotidiana e, como a fênix, renascer das próprias cinzas.Gostaria que tratásseis vosso juízo e vosso apetite como trataríeis dois hóspedes amados em vossa casa. Certamente não honraríeis um hóspede mais do que o outro; pois quem procura tratar melhor um dos dois, perde o amor e a confiança de ambos.Entre as colinas, quando vos sentardes à sombra fresca dos álamos brancos, compartilhando a paz e a serenidade dos campos e dos prados distantes, então que vosso coração diga em silêncio: "Deus repousa na razão". E quando bramir a tempestade, e o vento poderoso sacudir a floresta, e o trovão e o relâmpago proclamarem a majestade do céu, então que vosso coração diga com temor e respeito: "Deus age na paixão". E já que sois um sopro na esfera de Deus e uma folha na floresta de Deus, vós também devereis descansar na razão e agir na paixão.Gibran Khalil Gibran

O AMOR.

Sobre o amor,assim falou Gibran Khali Gibran. "Quando o amor vos chamar,segui-o. Embora seus caminhos sejam agrestes e escarpados; E quando ele vos envolver com suas asas,cedei-lhe, Embora a espada oculta na sua plumagem possa ferir-vos; E quando ele vos falar,acreditai nele, Embora sua voz possa despedaçar vossos sonhos como o vento devasta o jardim. Pois da mesma forma que o amor vos coroa,assim ele vos crucifica. E da mesma forma que contribui para o vosso crescimento,trabalha para a vossa poda. E da mesma forma que alcança vossa altura e acaricia vossos ramos mais tenros que se embalam ao sol,assim também desce até vossas raízes e as sacode no seu apego à terra. Como feixes de trigo,ele vos aperta junto ao seu coração, Ele vos debulha para expor a vossa nudez, Ele vos peneira para libertar-vos das palhas, Ele vos mói até a extrema brancura, Ele vos amassa até que vos torneis maleáveis. Então,ele vos leva ao fogo sagrado e vos transforma no pão místico do banquete divino. Todas essas coisas,o amor operará em vós para que conheçais os segredos de vossos corações e,com esse conhecimento,vos convertais no pão místico do banquete divino. Todavia,se no amor,procurardes somente a paz do amor e o gozo do amor, Então seria melhor para vós que cobrísseis vossa nudez e abandonásseis a eira do amor, Para entrar num mundo sem estações,onde rireis,mas não todos os risos,e chorareis,mas não todas as vossas lágrimas. O amor nada dá senão de si próprio e nada recebe senão de si próprio. O amor não possui,nem se deixa possuir, Pois o amor basta-se a si mesmo. Quando um de vós ama,que não diga:"Deus está no meu coração",mas diga antes:"Eu estou no coração de Deus". E não imagineis que possais dirigir o curso do amor.pois o amor,se vos achar dignos,determinará ele próprio o vosso curso. O amor não tem outro desejo senão o de atingir a sua plenitude. Se,contudo,amardes e precisardes ter desejos,sejam estes os vossos desejos:De vos diluírdes no amor e serdes como um riacho que canta sua melodia para a noite; De conhecerdes a dor de sentir ternura demasiada; De ficardes feridos por vossa própria compreensão do amor. E de sangrardes de boa vontade e com alegria; De acordardes na aurora com o coração alado e agradecerdes por um novo dia de amor; De descansardes ao meio dia e meditardes sobre o êxtase do amor; De voltardes para casa à noite com gratidão; E de adormercerdes com uma prece no coração para o bem-amado,e nos lábios uma canção de bem aventurança.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

NAMASTE.

Namaskar ou Namaste é como os indianos se saudam e saudam a mim no Orkut,respondo-lhes da mesma forma,é um ato de respeito a verdade do outro,é um ato de irmandade como seres místicos que somos.O gesto do Namaste quer dizer:ODeus que há em mim,sauda o Deus que há em você.Entre eles,isto tem uma conotação de politeísmo,mas entre eles e eu,tem uma dimensão muito especial.Estamos admitindo,que acreditamos que ninguém dar ou tira Deus de ninguém,Ele já está em cada ser que Ele criou,e quem sabe,da maneira que Ele queira estar.A um princípio folsófico que diz:"è mais fácil dizer aquilo que Deus não é,do que aquilo que Ele é."Eu sou uma mulher místicae só não percebe quem nunca observou;embora seja ocidental,minha alma é oriental,asíatica,voltada para uma espirutualidade arraigada no legado místico que essas culturas deixaram para nois.O silêncio e a meditação é uma das coisas mais dificeis na nossa cultura ocidental,permeada de uma verdadeira poluição auditiva,visual e verbal.No final das contas ,nois escutamos,mas não ouvimos,vemos,mas não enxergamos,falamos ,mas não dizemos.Nessa nessecidade do homem ocidental,de estar sempre em comunicação insessante com tudo e todos,falta-lhes o espaço do 'silêncio interior",e há quem diga que se alguém estiver calado,esta aprentando algum sintoma de desajuste mental.Nois bucamos tanto falar com Deus,mas não lhe damos o espaço nesessário para ouvi-lo,pois Deus não fala na ansiedade,é preciso a disciplina do calar pra poder ouvir,e assimilar os sinais que Ele nos envia.Deus é pura comunicação com todos os seres,todos o revela,Ele se revela em todos,sem nessariamnte,eu ser panteísta.Não há um iluminado ou iluminda,de qualquer religiaão que seje,que eu não o admire,vejo nestas pessoas um canal,uma ponte,onde Deus se revelou aos homens de alguma forma.Tenho uma admiração toda especial pela India,uma atração além da minha própria compreensão,um DJAVU,por asim dizer.aquela sensação que tudo aquilo me é familiar.Há quem pense que os indianos que chegram no meu orkut,um após outro ,sem eu nunca ter conidado nenhum,seje por intermédio da novela Caminho das Indias,mas há anos que estudo um pouco da cultura deles,e desde sempre,que tenho uns rituais muito próximo aos deles,como o de ficar de pé, voltada para o sol nascente.Eles me tem tanta atenção,respeito e consideração,a ponto de me comunicar sua ausência por questões de trabalho ou viagens.No meu aniversário fizeram as mais carinhosas homenagens,e foi este respeito e esta fidelidade,que me levaram a preparar um espaço para eles,com algumas coisas da sua pátria e religião. Infelizmente a intolerancia,é a grande responsável por desavenças de grandíssimo a pequeníssimo porte,e é possivel as pessoas intragirem umas com as outras,sem nesessariamte se anular perante as outras,se misturar,e ainda assim,conservar a sua essência.Concluo o meu diátio virtual deste dia,com frases demdas mais incrivel"persona"que a mãe India nos deu,Rabindranath Tagore. .O homem mergulha na multidão para afogar o grito do seu próprio silêncio. .Que é isto que aperta meu peito? Minha alma quer sair para o infinito ou a alma do mundo quer entrar em meu coração?

Trabalho Voluntário.

Tem muitos anos que realizo trabalhos voluntários,e quero fazer isso pelo resto da minha vida,e sei que no entardacer dos meus dias,ainda vou olhar para dentro de mim e dizer que poderia ter feito mais pois sei que realmente posso.Quem assistiu o filme A Lista De Shindler,lembrará do momento em que os judeus arrancam seus próprios dentes com coroa de ouro,derretem e confeccionam um anel,e neste,gravam uma frase do Talmud que diz:Quem salva uma vida,salva o mundo inteiro.Ao receber este presente,o alemão que ludibriou o nazismo e comprou 613 vidas,caiu em prantos,olhou para seu carro e fez as contas de quantas vidas poderia salvar caso tivesse se desfeito dele,olhou para seu terno alinhado e chegou a mesma conclusão.Retomando a frase do Talmud,de que salvar uma vida é salvar o mundo inteiro,é porque para Deus a minha e a sua vida é tão importante quanto o mundo inteiro.Há tanto o que fazer,em todos os cantos do mundo,sob todos os aspectos,pois em toda parte há um vida pra salvar.São tantas as maneiras de salvar uma vida e no mais amplo aspecto do ser humano:corpo,mente e alma.Me realizo demais nos trabalhos sociais bem como de ouvinte ou confidente de gregos e troianos.Lembro de uma vez,que ia para o meu trabalho,ás 06:30hs da manhã,quando um homem(hoje já falecido),me abordou no meio da rua e pediu que eu o ouvisse,nem que fosse por cinco minutos;ele chorava bastante e desabafava,e os minutos se passavam e eu já sabia que iria ter problemas com o meu chefe e colegas de trabalho,mas naquele momento eu fiz uma escolha,escolhi colocar a pessoa humana em primeiro lugar,porque lá no trabalho,havia quem me substituísse,mas naquele situação era eu quem estava ali,para aquele momento.Passaram-se quase uma hora e fiz o que pude,mas eu não tinha ideia da minha ação ;pois o mesmo era um suicida e já havia adquirido os meios para ceifar a própria vida.A única coisa que pode no momento ,entreter um suicida,é conversar com ele,e deixá-lo certo de que há alguém que se importa com ele permitir que o mesmo deixe fluir todo o desespero que traz dentro de si.Eu ainda fui para o trabalho e dei outra justificativa,observei o as "caras feias",mas faria tudo outra vez.Se naquele dia,ouvir aquele homem salvou a sua vida,foi um dia de muito valor,para Deus,para o mundo e para mim.Já fui mais ativa,e hoje me pego saindo pela tangente,dizendo que não tenho tempo,o sol ta quente,estou cansada... O tempo que estive com minha filha no hospital,percebi o quanto poderia fazer de bom pelos doentes,se eu doasse 2 horas por semana para chegar junto a alguém sobre um leito e perguntar algumas coisas,e ouvir algumas coisas e cantar algumas coisas e levantar a auto-estima(quase toda pessoa doente,também padece de baixa-estima).Depois,há um versículo que diz:A quem muito se deu,muito se exigirá.Reconheço em mim,habilidades que foram dadas para serem exigidas.Passo horas lamentando sobre minha solidão de mulher separada,da cama vazia,de não ter alguém a quem chamar de meu,e ouvi-lo me chamar de minha,eu sou humana e careço das mesmas coisas que todos carecem,mas eu bem sei,que poderia amenizar estes momentos produzindo algo para os outros e consequentemente para mim.è no trabalho voluntário,onde posso me encontrar com o melhor de mim mesma,onde a vida parece ter mais sentido. "Tu pouco dás quando dás de tua posses.È quando dás de ti próprio que realmente estás dando.È belo dar quando solicitado;é mais belo ainda dar quando não solicitado,dar por haver apenas compreendido." (Gibran Khalil Gibran).

Fica Sempre Um Pouco De Perfume...

Havia um seriado na TV sob o título de D Beija,onde uma cena nunca saiu dos meus arquivos de memória.D Beija era uma mulher admirada e odiada ao mesmo tempo;certo dia,um de seus desafectos,uma senhora da sociedade,lhe enviou um presente,que se tratava de uma linda caixa toda ornamentada de flores e laçarotes de fita,mas dentro só continha as fezes da remetente.O portador entregou a caixa para D Beija,e esta muito contente logo tratou de desembrulhar o presente e obviamente se deparou com uma situação de mal estar físico pelo odor,e psicológico,pela humilhação e desprezo para com a sua pessoa.Ela chorou um pouco,mas logo se recompôs e perguntou ao portador se o mesmo poderia entregar um outro presente para aquela senhora.Ela dirigiu-se para o jardim e colheu lindos botões de rosas,colocou-os numa caixa muito mais bonita e escreveu um bilhete assim:Cada um oferece o que tem.Ao receber o presente a senhora tomou um susto,porque se viu inferior àquela a quem julgava não ter nenhuma qualidade.Oferecer o que temos,está relacionado ao aspecto material,como aquele gostoso cafezinho que se partilha á mesa com as pessoas,mas numa instância maior ainda,refere-se àquilo que trazemos dentro de nois mesmos,e sinceramente falando temos fezes e rosas.Temos amor,carinho,ternura,companheirismo,compreensão,atenção,respeito,solidariedade;mas também o oposto disso tudo.O que realmente transborda á caridade é quando fazemos o uso inadequado daquilo que temos,e saímos distribuindo nossas (in)sutilezas,,(in)delicadezas,à revelia,pois,na maioria das vezes, nem como justificativa de auto-defesa,não cabe tal ação.Fazer o bem sem olhar a quem,é muitíssimo difícil,mesmo ate porque toda ação requer de nois uma carga de energia empreendida e que logo julgamos,que tal energia deveria ser aplicada a quem,ou no que merece.Dar mais do que receber;este é outro desafio;na hora do êxtase fraterno até fazemos dessa máxima,uma meta para nossa vida;porém na prática,não há um amor totalmente desinteressado de nossa parte pelos nossos afetos,seja de qual instância for,entre familiares,amigos ou amados.Todo gesto de amor nosso vem consciente,ou inconsciente,arraigado de um mínimo de retorno sim,e ainda mais,nosso amor é egoísta mais do pensamos,pois dispensamos com aquilo,aquele,ou aquela,a quem determinamos que já podemos seguir adiante sem sentir nenhuma necessidade ou dependência destes.Já dei rosas e fezes,já recebi fezes e rosas,mas, espero de mim mesma,a capacidade não selecionar,de não julgar quem é ou não merecedor,mas que eu esteja sempre enviando aos destinatários do correio da vida,uma caixa cheia de rosas ,pois a gente acaba pegando o odor daquilo que oferece.
"Fica sempre um pouco de perfume,
Nas mãos que ofrecem rosas,nas mãos que sabem ser generosas."