
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
MEU NOME É SANDRA.

TREM DA VIDA

TREM DA VIDA
A vida não passa de uma viagem de trem,cheia de embarques e desembarques, alguns acidentes,surpresas agradáveis em alguns embarques e grandes tristezas em outros.Quando nascemos, entramos nesse trem e nos deparamos com algumas pessoas que julgamos, estarão sempre nessa viagem conosco :nossos pais. Infelizmente, isso não é verdade;em alguma estação eles descerão e nos deixarão órfãos de seu carinho,amizade e companhia insubstituível... mas isso não impede que, durante a viagem, pessoas interessantes e que virão a ser super especiais para nós, embarquem.Chegam nossos irmãos, amigos e amores maravilhosos.Muitas pessoas tomam esse trem apenas a passeio.Outros encontrarão nessa viagem somente tristezas.Ainda outros circularão pelo trem, prontos a ajudar a quem precisa.Muitos descem e deixam saudades eternas, outros tantos passam por ele de uma forma que, quando desocupam seu acento, ninguém nem sequer percebe.Curioso é constatar que alguns passageiros que nos são tão caros, acomodam-se em vagões diferentes dos nossos; portanto, somos obrigados a fazer esse trajeto separados deles, o que não impede, é claro, que durante o trajeto, atravessemos com grande dificuldade nosso vagão e cheguemos até eles... só que, infelizmente, jamais poderemos sentar ao seu lado, pois já terá alguém ocupando aquele lugar.Não importa, é assim a viagem, cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, despedidas... porém, jamais, retornos. Façamos essa viagem, então, da melhor maneira possível, tentando nos relacionar bem com todos os passageiros, procurando, em cada um deles, o que tiverem de melhor, lembrando, sempre, que, em algum momento do trajeto, eles poderão fraquejar e, provavelmente, precisaremos entender porque nós também fraquejaremos muitas vezes e, com certeza, haverá alguém que nos entenderá.O grande mistério, afinal, é que jamais saberemos em qual parada desceremos, muito menos nossos companheiros, nem mesmo aquele que está sentado ao nosso lado.Eu fico pensando se quando descer desse trem sentirei saudades ... acredito que sim. Me separar de alguns amigos que fiz nele será, no mínimo dolorido. Deixar meus filhos continuarem a viagem sozinhos, com certeza será muito triste,mas me agarro na esperança que, em algum momento, estarei na estação principal e terei a grande emoção de vê-los chegar com uma bagagem que não tinham quando embarcaram... e o que vai me deixar feliz, será pensar que eu colaborei para que ela tenha crescido e se tornado valiosa.Amigos, façamos com que a nossa estada, nesse trem, seja tranqüila, que tenha valido a pena e que, quando chegar a hora de desembarcarmos, o nosso lugar vazio traga saudades e boas recordações para aqueles que prosseguirem a viagem.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
DILMA -MULHER E CHEFE DESTA NAÇÃO.

domingo, 31 de outubro de 2010
DIA DE FINADOS

DIA DAS BRUXAS
Bruxas por trás da caça
Por que mulheres inofensivas como a camponesa ao lado – sem chapéu pontudo e com vassoura só para limpar a casa – foram exterminadas na Idade Média? Fanatismo, alucinações e até comida estragada podem explicar a perseguição às feiticeiras.
Entre os séculos 15 e 17, a Europa estava infestada de bruxas. Disfarçadas e infiltradas entre os bons cristãos, elas adoravam o Diabo em segredo, promoviam rituais malignos e lançavam feitiços e maldições com a ajuda do chefe dos demônios. Na calada da noite, roubavam bebês recém-nascidos e os esquartejavam antes de receber o batismo. Depois, ferviam os corpos mutilados num caldeirão para fabricar venenos e poções mágicas. Quando ofendidas, lançavam maldições terríveis: podiam invocar tempestades e chuvas de granizo, matar pessoas com um simples olhar e transformar suas vítimas em sapos, ratos ou cobras. Nas noites de sexta-feira, as adoradoras de Satanás montavam em vassouras ou cadeiras enfeitiçadas e voavam para o sabá – na superstição medieval, uma espécie de missa satânica realizada em florestas ou montanhas desertas. Nessa noitada diabólica, as bruxas se entregavam a uma maratona de pecados e blasfêmias. Empanturravam-se em banquetes canibalescos, cujo cardápio incluía corações de crianças e carne de homens enforcados. Engatavam orgias onde todas as perversões sexuais imagináveis eram permitidas e encorajadas. Às vezes, o coisa-ruim em pessoa entrava na farra, dançando e amando suas servas na forma de bode preto, gato gigante ou homem-monstro, com 7 chifres na cabeça e um enorme pênis ereto, todo coberto de espinhos.
Os delirantes relatos da página anterior vêm de livros como Martelo das Feiticeiras (1487) e o Quadro da Inconstância dos Anjos Malvados e Demônios (1612), manuais usados para caçar, prender e exterminar as “agentes de Satã”. Durante séculos, esses livros foram levados a sério – e a crença nas bruxas não era vista como superstição, mas artigo de fé. “Acreditar em bruxas é uma parte essencial da doutrina cristã. Duvidar de sua existência é uma grave heresia contra a Santa Igreja”, afirmavam o monge alemão Heinrich Kraemer e o padre suíço James Sprenger, autores de Martelo das Feiticeiras.
Na época de Kraemer e Sprenger, a crença na bruxaria era tão forte que desencadeou uma das perseguições mais brutais que o Ocidente já viu. A caça às bruxas, que atingiu o ápice entre os séculos 15 e 17, foi um capítulo sinistro na transição do mundo medieval para o período moderno. Durante cerca de 400 anos, os governos laicos e as autoridades religiosas da Europa prenderam, torturaram e assassinaram uma multidão de pessoas pelo crime de feitiçaria. Como os registros oficiais da época são muitos confusos, o número exato de vítimas é até hoje um mistério. Alguns historiadores sugerem um total de 200 mil mortos, enquanto outros falam até em 9 milhões. Quase todos eram mulheres, em geral camponesas miseráveis, que viviam sozinhas em pequenos casebres às margens das aldeias. Para sobreviver, elas atuavam como curandeiras, fazendo feitiços, simpatias e remédios naturais. Esse verniz de simplicidade e sofrimento torna ainda mais intrigante o mistério que nenhuma das teorias consegue explicar direito: afinal, por que raios as pessoas começaram a ver naquelas tiazinhas inofensivas bruxas voando em vassouras e dançando peladonas com o Diabo? Para entender isso, precisamos voltar ao início da civilização ocidental e responder a uma outra pergunta:
O que é uma bruxa?
Segundo o Martelo das Feiticeiras e outros manuais da época, bruxa (ou bruxo) era alguém que praticava magia para fins malignos, com a ajuda do demônio. O conceito de bruxaria surgiu na Idade Média, mas outras formas de magia eram praticadas desde a Antiguidade – e nem sempre eram vistas como algo mau. No mundo greco-romano, a palavra mageia designava uma espécie de religião não oficial baseada no culto de deuses ligados à noite e à escuridão. Segundo a crença da época, divindades como Plutão, deus dos mortos, e Hécate, deusa das encruzilhadas e da lua nova, podiam tanto causar doenças quanto curá-las. “As leis romanas condenavam a magia com fins maléficos, pois a enfermidade e a morte freqüentemente eram atribuídas a causas mágicas. Mas a magia com fins benéficos na Grécia e em Roma era considerada lícita e mesmo necessária”, diz o historiador Carlos Roberto Figueiredo Nogueira, da USP, em seu livro Bruxaria e História.
A tolerância virou pó no início da Idade Média. Com a Europa convertida ao cristianismo, os ritos mágicos caíram no enorme balaio de crenças proibidas. Só esqueceram de combinar com o povão, que durante todo o período medieval continuou invocando espíritos, amaldiçoando inimigos e enfeitiçando amantes à revelia dos padres. Com uma diferença: se nos tempos antigos havia magos e magas na mesma proporção, na Europa cristã a bruxaria era monopólio feminino. Não é difícil entender por quê: enxotadas do comando da Igreja (desde o século 2, o sacerdócio cristão era exclusividade dos homens), as mulheres fizeram das práticas mágicas proibidas sua solitária esfera de poder. Entre as figuras mais respeitadas nas aldeias e nos campos – onde viviam 95% da população européia no século 15 – estavam as curandeiras, chamadas de “mulheres sábias” na Inglaterra, França, Alemanha e outros países. “Eram geralmente viúvas ou solteironas, com enorme conhecimento de ervas medicinais. Embora fossem pessoas miseráveis, tinham grande prestígio. Num mundo quase sem médicos, elas serviam como faz-tudo: parteiras, adivinhas, terapeutas”, diz o historiador Henrique Carneiro, da USP.
Passados de mãe para filha ou de tia para sobrinha, os segredos das curandeiras escapavam à compreensão da ciência. De fato, alguns de seus remedinhos eram pra lá de estranhos. Ovos fervidos em urina, por exemplo, eram usados contra picadas de insetos. Pomadas de sêmen de cavalo serviam para provocar a gravidez. Amuletos para atrair o amor, afastar mau-olhado e detectar venenos usavam como ingredientes ratos assados, pele de cobra e dentes humanos, recolhidos no cemitério mais próximo. Bênçãos e rezas também estavam no repertório. Em meio à bizarrice, nem tudo era chute ou superstição. A “magia” dessas mulheres abarcava conhecimentos que depois seriam cientificamente comprovados (veja alguns exemplos no quadro ao lado).
O que nem as curandeiras nem os cientistas podiam prever eram as desgraças que arrasariam a Europa no século 14. Em 1315, catástrofes climáticas destruíram colheitas em toda a Europa, exterminando 20% da população e originando surtos de canibalismo. Décadas depois veio a peste negra – a gigantesca epidemia que varreu um terço dos habitantes da Europa, cerca de 20 milhões de pessoas. Numa época coalhada de superstições, era preciso culpar alguém pelas calamidades. Sobrou para as curandeiras. “Durante as crises, os pobres do campo passaram a descontar sua frustração pelas colheitas ruins ou pela alta taxa de mortalidade infantil sobre aquelas que tinham menos capacidade de reagir – as solteironas e as viúvas, sem maridos ou filhos para protegê-las”, afirma a historiadora americana Anne Lewellyn Barstow, no livro Chacina de Feiticeiras. A fagulha virou incêndio com a radicalização religiosa da Inquisição, movimento cristão de perseguição aos hereges. A caça às bruxas, até então esporádica, foi oficializada em 1484, quando o papa Inocêncio 8o publicou uma bula transformando em hereges todos aqueles que “realizam encantamentos, sortilégios, conjurações de espíritos e outras abominações do gênero”. A sabedoria popular sem respaldo da Igreja passou a ser coisa do Diabo.
Tá todo mundo louco
Embalados pelo frenesi da Inquisição, muitos países incluíram a bruxaria na lista de crimes contra o Estado. A caça às bruxas intensificou-se e fez vítimas como a alemã Walpurga Hausmanin, uma viúva idosa que ganhava a vida como curandeira no vilarejo de Dillingen, no sul do país. Em 1587, seus antigos clientes e amigos a acusaram de matar bebês e dizimar os animais da aldeia (uma simples fofoca mandava pessoas ao calabouço). Walpurga foi presa e levada ao tribunal. Isolada do mundo exterior, não tinha direito a nenhum tipo de defesa. Os juízes examinavam o corpo das vítimas em busca de “marcas do Diabo” – verrugas, sinais de nascença ou simples cicatrizes. Acorrentada e espancada, Walpurga confessou: seus poderes eram dádivas de Satanás. Marcada com ferro em brasa, foi queimada viva em praça pública. Por mais de 200 anos, houve muitas Walpurgas. Pessoas de todas as idades juravam ter visto sabás e muitos admitiam ter participado das orgias. O fanatismo religioso fazia a maioria da população acreditar que o Diabo estava à solta.
Será possível entender racionalmente essa maluquice? Há algumas explicações, nenhuma delas plenamente satisfatória. A mais tradicional vem da psicologia, que classifica a perseguição às bruxas como um período de histeria coletiva, doença caracterizada pela falta de controle sobre atos e emoções. Parece algo muito esquisito? Sim, mas pode rolar até nas sociedades mais liberais. Alguns estudiosos defendem que foi justamente isso o que aconteceu nos EUA da década de 1950, época da paranóia anticomunista – não por acaso, também chamada de “caça às bruxas”. “O medo dos comunistas era tão grande que qualquer intelectual virava suspeito de espionar para a União Soviética”, diz o historiador inglês Nigel Cawthorne em seu livro Witch Hunt (“Caça às Bruxas”, sem tradução no Brasil).
Mas o pânico social não justifica totalmente as descrições detalhadas de vôos noturnos, lobisomens e bailes satânicos. A loucura em massa talvez possa ser explicada pela própria massa – não a humana, mas a do pão. Parece louco, mas é simples: entre os séculos 15 e 17, o principal alimento da dieta européia era o pão feito à base de centeio. Em climas chuvosos e úmidos, como em boa parte da Europa, era comum que os depósitos de centeio fossem atacados por um fungo conhecido como Claviceps purpurea. O Claviceps é um velho conhecido dos viajandões: ele contém um alcalóide chamado ergotamina, que em 1943 foi usado em laboratórios americanos para produzir o LSD. Se essa explicação for correta, dá para concluir que grande parte das pessoas envolvidas no massacre às bruxas poderia estar literalmente delirando, em estado de transe, falando sozinha ou descrevendo visões psicodélicas. Ver assombrações demoníacas e outras cenas seria compatível com esse quadro alucinado de alteração química.
Fogo na corte
A viagem do mal só deu sinais de esgotamento no final do século 16, quando pipocaram as primeiras denúncias de psiquiatras e até jesuítas da loucura coletiva. Mas a caça às bruxas fez vítimas até a metade do século 18. Com as curandeiras exterminadas, a atenção dos caçadores se voltou a qualquer mulher suspeita. A gota d’água veio em 1682, quando a marquesa de Montespan, amante do rei francês Luís 14, foi acusada de satanismo. Sentindo o calor da fogueira muito próximo ao trono, Luís 14 baixou um decreto proibindo a perseguição a bruxas na França. No século seguinte, o rei francês foi imitado por outros governantes. Mas a última execução por bruxaria só aconteceria em 1782 – apenas 7 anos antes da Revolução Francesa, que inaugurou oficialmente a modernidade no Ocidente. Mesmo com suas chamas extintas, a chacina das feiticeiras continua sendo um dos enigmas mais arrepiantes da história.
Sálvia
Por conter o hormônio estrógeno, é uma planta indicada para problemas no ovário e disfunções menstruais.
Esclaréia
É uma espécie específica de sálvia de que se extraem substâncias antiespasmódicas que ajudam, por exemplo, no controle de cólicas.
Hissopo
Planta aromática usada como expectorante, facilitando a tosse para expelir o escarro. Também é usada como antiinflamatório e relaxante de vasos sanguíneos.
Salsa
Suas folhas servem como tempero e sua raiz é usada como diurético (medicamento que facilita o xixi).
Dedaleira
Desta erva produz-se a digitalina, um extrato usado contra insuficiência cardíaca e arritmia. Dependendo da dose, pode ser venenosa.
Centeio
A ergotina, produzida pelo fungo que contamina sua espiga, é usada para amenizar a dor do parto e conter hemorragias. Um de seus alcalóides, a ergotamina, possui propriedades lisérgicas.
Beladona
Planta ornamental usada para tratar espasmos na laringe e nas cordas vocais.
(Texto extraído da SUPERINTERESSANTE).
sábado, 23 de outubro de 2010
ESPIRITO SANTO ORE POR MIM

sexta-feira, 22 de outubro de 2010
MÃOS QUE ESCREVE.

O ato de escrever é em tudo uma dualiade,tanto quanto a fala.Edifica ou destroi,denuncia e anuncia,informa,aliena,tranforma,condena,absorve e envolve ;a quam escreve,a quem ler.
Escrever é um prazer,ou um dever,ambos cheios de responsabilidades segundo cada qual que expoê muitas vezes sua prórpria alma desnuda á revelia de pensamentos ou conceitos alheios.
Escrever,é uma imperatividade daquilo que muitos chamam de inspiração do ser.Olho para minhas mãos que escrevem como um instrumento cortante da minha minha prória essência imbuida do meu livre arbítrio .
Escrever é um saber de que que suas palavras ficarão eternizadas mesmo quando um dia a voz se calar.
Escrever á por último um ato de amor.Lord Byron,um dos maiores romancista e escritor de todos os tempos,afirmou:NADA ESCREVÌ QUE PRESTASSE ATÉ ESTÁ APAIXONADO.
Escrever é um ato de paixão pela VIDA COMO QUE ELA É.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
VOVÓ CORUJA.

O LIVRO MAIS LINDO QUE JÁ LÌ.
Dialogo entre a raposa e o pequeno principe
E foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia – disse a raposa.
- Bom dia – respondeu educadamente o pequeno príncipe, que, olhando a sua volta, nada viu.
- Eu estou aqui – disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? – perguntou o principezinho. – Tu és bem bonita...
- Sou uma raposa – disse a raposa.
- Vem brincar comigo – propôs ele. – Estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo – disse a raposa. – Não me cativaram ainda.
- Ah ! desculpa – disse o principezinho.
Mas, após refletir, acrescentou:
- Que quer dizer “cativar”?
- Tu não és daqui – disse a raposa. – Que procuras?
- Procuro os homens – disse o pequeno príncipe. – Que quer dizer “cativar”?
- Os homens – disse a raposa – têm fuzis e caçam. É assustador! Criam galinhas também. É a única coisa que fazem de interessante. Tu procuras galinhas?
- Não – disse o príncipe. – Eu procuro amigos. Que quer dizer “cativar”?
- É algo quase sempre esquecido – disse a raposa. – Significa “criar laços”...
- Criar laços?
- Exatamente – disse a raposa. – Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
- Começo a compreender – disse o pequeno príncipe. – Existe uma flora... eu creio que ela me cativou...
- É possível – disse a raposa. – Vê-se tanta coisa na Terra...
- Oh! Não foi na Terra – disse o principezinho.
A raposa pareceu intrigada:
- Num outro planeta?
- Sim.
- Há caçadores nesse planeta?
- Não.
- Que bom! E galinhas?
- Também não.
- Nada é perfeito – suspirou a raposa.
Mas a raposa retornou o seu raciocínio.
- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens também. E isso me incomoda um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. Os teus me chamarão para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim não vale nada. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos dourados. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo é dourado, fará com que eu me lembre de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...
A raposa calou-se e observou por muito tempo o príncipe:
- Por favor... cativa-me! – disse ela.
- Eu até gostaria – disse o principezinho –, mas não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou – disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já pronto nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
– Que é preciso fazer? – perguntou o pequeno príncipe.
– É preciso ser paciente – respondeu a raposa. – Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás um pouco mais perto...
No dia seguinte o príncipe voltou.
- Teria sido melhor se voltasses à mesma hora – disse a raposa. – Se tu vens, por exemplo, às quatros da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz! Quanto mais a hora for chegando, mas eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade!
Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar meu coração... É preciso que haja um ritual.
– Que é um “ritual”? – perguntou o principezinho.
– É uma coisa muita esquecida também – disse a raposa. – É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, adotam um ritual. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira é então o dia maravilhoso! Vou passear até à vinha. Se os caçadores dançassem em qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu nunca teria férias!
Assim o pequeno príncipe cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua – disse o principezinho. – Eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Quis – disse a raposa.
- Mas tua vais chorar! – disse ele.
- Vou – disse a raposa.
- Então, não terás ganho nada!
- Terei, sim – disse a raposa – por causa da cor do trigo. Depois ela acrescentou:
- Se tu vens, por exemplo, às quatros da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz!
(Trecho do livro O Pequeno Príncipe - Antoine de Saint-Exupéry
CrÔNICA DO AMOR...PERFEITA!!!
Crônica do Amor
Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.
O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.
Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.
Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.
Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no
ódio vocês combinam. Então?
Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.
Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a
menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.
Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama
este cara?
Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.
É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura
por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.
Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.
Não funciona assim.
Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.
Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.
(Arnaldo Jabor).
terça-feira, 19 de outubro de 2010
ARTEZANATO OU ARTE?


Levei um tempo para diferenciar ARTEZANATO de ARTE;foi somente quando fazia o magistério que vim de fato compreender melhor.Artesanato é o que se pode fabricar em série,enquanto a OBRA DE ARTE é uma peça única jamais repetida pelo artista.Daí,os grandes colecionadores que até pagam a ladrões ",profissionais"para ter uma Obra de Arte em seu acervo particular.Compreendi também,que o artista faz a obra por inspiração,como um instrumento de algo maior e portanto jamais repete o que esculpiu ou pintou...No entanto,é possível para uma pessoa hábil,copiar uma obra de maneira quase igual a original,a ponto de confundir os mais entendidos no assunto como por várias vezes aconteceu na história da Arte.
Então,saúdo o Artistas e os Artesãos(ãs);A Leonardo da Vinci com sua MONALISA tão permeada de mistérios á Mestre Vitalino com seus bonecos de Caruaru para o mundo.Porém,nesse aprendizado em diferenciar artezanato de Arte,algo me levou a uma reflexão imensamente profunda,a respeito de nois mesmos como OBRAS de ARTE do nosso criador.Deus nunca se repetiu uma obra,nem mesmo nos gêmeos homozigotos,pois se diferenciam nos hábitos, personalidade e carater e alguma pinta no corpo,ou marca que difere um do outro.Cada um de nós traz em si a marca única,singular desse Artista (in)copiável.Nem mesmo os cientistas mais ousados,conseguiram obter sucesso com a clonagem porque as células tinham vontade própria e a ovelha Dolly morreu de" velhice ainda criança".
E Se parássemos pra refletir r sobre a nossa importância nesse mundo?como OBRAS de ARTE?E se penssásemos que o OUTRO também é OBRA de ARTE?E se déssemos mais valor as nossas vidas e respeitássemos o nosso corpo sem agredi-lo com qualquer tipo de coisas que danifiquem sua estrutura física ou mental?Quantas agressões já causamos a esta obra de arte que somos nois mesmos e que Deus fez com tanto capricho e que nunca mais existirá outra igual!!!
Penso na beleza de ser de cada um,pessoas,cada uma com seu jeito,gestos,palavras,atitudes e que nos encantam sobre maneira que marcam nossas vidas para sempre.A música que me vem a mente é a de Gonzaguinha:O que é o que é?è a vida,é bonita é é bonita sim.E o valor de cada um de nois é imenso ,é intenso pelas emoções que todos os dias experimentamos,mesmo sendo oscilantes,já que a filosofia atesta que a tristeza existe para que a alegria a dissipe e consequentemente todas as emoções e sentimentos ambíguos de chegada e partida,intriga e perdão,saudade e reencontro,ódio e amor...
Já dizia Gandhi ,que : A ARTE DE VIVER CONSISTE EM FAZER DA PRÓPRIA VIDA UMA OBRA DE ARTE.
OBS :O tapete acima foi feito por mim,é de barbante na técnica do croché e é arteZanato.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
ESTAMOS NUS???

O PODER DA ARTE

Quando ví a abertura da novela Passione,me senti arebatada pela obra de arte que enche os os olhos físicos e os da alma.No meio da sucata,alugns elementos me chamaram àtenção.Lá estavam os Girassóis de Van Gogh num vaso improvisado com a parte que sustenta o pneu.O casal se beijando,que aparece na foto acima,me lembrou a obra de Gustav Klint(O beijo);o qual,tenho uma cópia na minha casa.Resoví então saber um pouco mais sobre a obra e seu autor.
E encontrei muito mais que esperava ou imaginava:
"Paulistano radicado em Nova York, Muniz ganhou fama internacional com suas telas e esculturas feitas de alimentos, páginas de revistas, monitores de computador e até diamantes.
“Sou filho da cultura de massa. Ter meu trabalho na abertura da novela é como exibi-lo em uma exposição para 80 milhões de pessoas”Vik MunizEntre seus trabalhos mais conhecidos estão as réplicas da Mona Lisa confeccionadas com geléia de morango e pasta de amendoim, do icônico retrato de Che Guevara desenhado com feijão, e a Medusa concebida em um prato de macarrão com molho de tomate.
“Sou filho da cultura de massa. As novelas fazem parte da minha memória afetiva do Brasil”, revela o artista, que vive há quase 30 anos fora do país. “Ter meu trabalho na abertura da novela é como exibi-lo em uma exposição para 80 milhões de pessoas”, comemora Muniz, que já foi tema de mostras no Museu de Arte Moderna de Nova York (Moma) e teve obras adquiridas pelo Metropolitan e o Guggenheim.
A convite de Denise Saraceni, diretora de “Passione”, Muniz produziu três instalações feitas com lixo, a partir da foto de um casal se beijando. As obras foram filmadas pela equipe do designer Hans Donner, autor da edição do vídeo.
A abertura da novela terá como música-tema a faixa "Aquilo que dá no coração", do cantor Lenine.
“A reciclagem é um dos assuntos que 'Passione' vai abordar. E o reaproveitamento do lixo é um tema que vai ao encontro do meu trabalho”, explica o artista, que usou pneus para reproduzir os cachos do cabelo da "musa" que aparece na instalação.
Em “Passione”, o ator Francisco Cuoco interpretará Olavo, um milionário dono de uma empresa de reciclagem, conhecido como “o rei do lixo”. “No lixo é possível encontrar latas e papéis velhos, restos de comida, mas também sei de casos de catadores que acharam jóias jogadas fora. Misturei tudo isso ao pensar na abertura da novela”, completa Muniz.
O artista conta que as obras foram produzidas durante dois meses no ateliê que ainda mantém no Brasil, localizado no bairro carioca de Parada de Lucas. “Foi uma loucura! Caminhões entravam e saíam trazendo material reciclável, cerca de 4,5 toneladas de lixo”.
Muniz conta que as instalações "Passione" serão leioladas e a renda será revertida para os projeto "Criança esperança" e para a ONG "Spetaculu", que promove cursos de arte em comunidades carentes no Rio. "Todo trabalho que desenvolvo no Brasil é voltado para a caridade. Espero que o sucesso da novela ajude minhas obras a arrecadarem uma boa verba para essas instituições", torce.
O artista espera que a abertura de "Passione" entre para a história da teledramaturgia brasileira, como outros vídeos que considera "inesquecíveis". "Como era incrível a abertura 'Selva de Pedra'!", recorda Muniz, citando a novela de Janete Clair, que foi ao ar 1986. "Adorava ver a imagem daqueles prédios brotando do chão, refletindo a imagem do Tony Ramos..."
Vik Muniz utilizou 4,5 toneladas de lixo para produzir a obra que faz parte da abertura de 'Passione'. Obras serão leiloadas para fins beneficentes."
O primeiro artista a recriar apartir de uma imagem,foi Klint.Talvez Vik Muniz,tenha lhe prestado uma homenagem no casal que se beija.
Levei um tempo,para saber diferenciar artezanato de arte,mas aprendí e arte que não me arrebata é idéia humana,a verdadeira arte,tem muito poder,visto que o artista é um instrumento de algo maior que se canaliza,se materializa através do mesmo puramente intencionada a prostrar sobre si os nossos cinco sentidos e com acrécimo do sexto;este o mais importante.
domingo, 25 de julho de 2010
MAL-ACABADOS

Eu já havia olhado,muitas vezes para propagandas culturais pela televisão,onde passavam algumas obras de Aleijadinho...mas a questão,é que só "olhei",mas não "encherguei",e olhar,é diferente de enxergar.Desde então,eu senti uma grande precisão,de escrever algo por menor e simplório que fosse sobre este homem,também mito,também mártir,também,artista,também enígma...
De tantas contradiçoõs exitentes sobre suas biografias em termo de datas e veracidade de fatos;achei por bem não derte-me a datas e até mesmo,ao números de suas obras,visto que não há assinaturas do artista;as obras catalogadas,não raras vezes,eram atribuidas ao mesmo,pela semelhança entre outras.Aleijadinho,era filho de um entalhador português com uma escrava africana,e recebeu o nome de Antônio Francisco Lisboa;por ter nascido escravo,foi alforriado pelo seu pai e senhor,com o qual aprendeu a arte de entalhar e ainda teve regalias que não eram para os homens "pardos",como estudar gramática,latim e religião.diz-se que teve um filho com uma mulata e a este deu o nome do avó.Na fase adulta da sua vida,começou a desenvolver uma doença degenerativa,a qual nunca foi diagnosticada com extatidão;mas resumindo,foi devido a esta doença que ele passou a ficar conhecido por Aleijadinho.Já sem a doença,ele é descrito como um homem feio,pois nada foi destacado de seu físico como bonito,melhor,que tivesse sido sucinto e dito que ele era um homem horrendo.Segundo bretas,o Aleijadinho tinha estas características:
"Era pardo-escuro,tinha voz forte,a fala arrebatada,gênio agastado:A estatura era baixa,o corpo cheio e mal configurado,o rosto e a cabeça redondos,e esta volumosa,o cabelo preto e anelado,a barba cerrada e basto,a testa larga o nariz regulaar e algum tanto ponteagudo,os beiços grossos,os olhos grandes,e o pescoço curto"
Depois,da misteriosa doença,tudo o que foi acima já descrito piora,pois diz-se que perdeu os dedos,outros dizem que foram os braços,só ficando os cotos,o corpo ficou chagado,inclusive no rosto a ponto o mesmo evitar o contato com as pessoas;arruinar mais ainda o seu mal humor e trabalhar somente a noite,auxiliado por seus escravos particulares que amarravam o cinzel nos cotos para que ele pudesse entalhar e sem mais poder locomover-se,era carregado numa espécie de cama pelos mesmos.
Numa época em que um escravo atingir o posto de artísta,era algo exaltador para um os demais escravos,e para se construir um mito,enquanto mais ele sofre,mais sua obra torna-se valiosa.Ainda asim,tirando estas possibilidades de moviento social e mitificação do aleijadinho,a sua existência e tudo o que ocorreu-lhe com esta enfermidade,que só ele sabe o que sentiu,como sentiu-se e o quanto sofreu,em nada muda a realidade do artísta.O aleijadinho é considerado o maior nome do Barroco americano.Foi entalhador,escultor e arquiteto . Não existe nenhuma fotografia deste homem,apenas retratos pintados,segundo descrições de alguns,mesmo assim,este,pintado antes que ele fosse acometido pela misteriosa enfermidade.O mistério,ainda hoje,permeia a vida do Aleijadinho,através das suas obras,visto que há quem afirme,que nas esculturas dos profetas encontram-se símbolos maçônicos .
Ao chegar aqui,para esta posstagem sobre o o já referido artista,me veio a lembrança de um personagem do escritor Victor Hugo "O corcunda de Notre_Dame;escrito quase na mesma época em que o nosso Aleijadinho era um homem real.O corcunda,foi um menino mal formado e abandonado,na porta da Igreja de Notre-Dame em Paris ,adotado por um homem sem caráter,que logo ao vê-lo,deu-lhe o nome de "Quasímodo",que quer dizer :"mal-acabado".O tal menino deformado,fez-se homem e vivia escondido no campanário da Igreja para que ninguém visse sua horrenda aparência.Um dia apaixonou-se por a bela cigana Esmeralda e por a mesma nutriu até o fim de seus dias um amor puro e sincero.Na França,da época,em que o livro foi escrito,os movimentos de confronto social,eram com ciganos,enquanto aqui no Brasil,os escravos lutavam por liberdade.O que chamou minha átenção,no homem real,o Aleijadinho e Quasímodo,é que ambos nutriam-se da beleza.Era na cigana Esmeralda que o corcunda encontrava um alívio,um carinho,um conforto,um alento,para todo o seu sofrer.Era na perfeição das esculturas,de Nossa senhora,de anjos que o Aleijaddinho,encontrava os seus sulfrágios,visto que muitas vezes diz-se que o mesmo,desejava a morte para descançar das dores indízíveis que sentia;no entanto,continuou vivo e trabalhando até a morte,até ser vencido pela enfermidade.
Tropeço nas teclas para concluir esta postagem,sem ainda está claro para mim mesma,a razão pela qual,fiquei impelida a escrever sobre o Aleijadinho,e muito mais por fazer esta associação com o Corconda de Notre-Dame.talvez,porque haja muito desse homem e desse personagem em mim,sob outras formas;talvez,porque sempre acredito,que em qualquer situação da vida de cada um de nóis,há algo que nos sustenta,nos conforta e nos alenta..e este algo está ligado Á BELEZA,não beleza comercial produzida e estilizada e descartada pela mídia;Falo de uma BELEZA maior,que só pode ser encontrada ,descoberta,e nutrida dentro de nóis mesmos,fazendo com que,embora mal-acabados,pelos nossos defeitos físicos ou de caráter,ainda assim podemos descansar nessa beleza,e produzir beleza para a vida das pessoas e para nóis mesmos.
GRANDE MÃE
Grande mãe,ou Great Mother,é como os meus amigos indianos asim me chamaram,quando lhes comuniquei que ira ser avó.Este título muito me honrou e chamou-me àtenção,bem como provocou-me uma reflexão sobra a diferença entre o Ocidente e o Oriente sob a visão que ambos continentes teem por seu familiares.O idoso,para os orientais,é uma pessoa que merece respeito,atenção,carinho,segurança,proteção; e perante um problema na família,é o primeiro a ser consultado,pela carga de experiência e sabedoria que adquiriu ao longo de sua vida.O contrário,em salvas excessões,acontece com os ocidentais;a pessoa idosa,é tratada como objeto inútil ou sem valor,pois nada mais produz e perde seu status e seu direito de falar ou ser ouvido e não raras vezes,é tratado com grosserias pelos mais jovens,incluindo seus prórios familirares,com "títulos",nada estimulantes socialmente,afetivamente e consequentemente psicologicamente... é velho(a) esclerosado(a),gagá,senil...O seu tempo já passou..isso era no seu tempo.
Nas culturas mais antigas,as mulheres idosas desempenhavam um lugar quase de deusas.Elas eram responsáveis pela instrução dos ancestrais,no que diz respeito a religião,costumes,tradições e costumes,aconselhamentoe , estratégias de guerra e cura para as doenças ...Em cada chazinho,que hoje tomamos,há uma lembrança destas sociedades matriarcais,onde na natureza,ou na Farmácia de Deus,como costumo denominar,as mulheres conheciam as ervas e seus poderes curativos.Resiste ainda,as histórias de famílias passadas sempre pelas mães.A Bíblia Sagrada fala que "Maria guardava todas estas coisas em seu coração"(Lc).Foi com base nas pesquisas,nas conversas que médico e evangelista grego Lucas,teve com maria,que assim pôde escrever sobre a infãncia de Jesus,pois só Maria poderia lhes falar com precisão das histórias passadas com Jesus.Maria por sua vez,ouviu de sua mãe a sua própria história e Ana,mãe de Maria é a padroeira das avós.Conhecida também,por Senhora Santana;até um tempo eu ouvia as pessoas mais idosas,denominarem o mês de Julho,por o mês de Santana(Santa Ana).Assim,foi baseado,nos avós de Jesus feito homem,(Joaquim e Ana)que passou a ser celebrado todo dia 26 de julho,o dia dos avós.
è neste ano de 2010,que pela primeira vez eu celebro a alegria deste dia.Nasceu no dia 27 de maio,data esta também do meu nascimento,o meu primeiro neto Marcus Vinícius.Muitas pessoas perguntam para mim sobre tal experiência,percebo ás vezes,algumas perguntas engraçadas;tais como:E tu ainda lembras de como cuidar de criança?Ora,quem pode esquecer de CUIDAR de outra pessoa,seja criança ou adulto,se o cuidar está fundamentado na dedicação,no carinho,na renúncia muitas vezes ,mas também na alegria imensurável de ver o outro crescer ,seja lá em qual dimensão :física,afetiva,intelectual,social.é óbvio,que preciso aprender a lidar com as novidades lançadas no mercado para os lactentes e nada mais.
So tenho a agradecer a Deus,pelo merecimento de uma graça que certa vez lhe pedi;de poder segurar em meus braços os filhos dos meus filhos(sl 127). A foto acima é do meu neto.olhar para ele,é como me olhar num espelho inexplicável.Eu canto para ele enquanto dou-lhe o banho,sempre as mesmas músicas,para que sejam um elo entre nóis dois e fique para a sua posteridade.embalo ele em meus braços cantando um mantra hebraico (Shabbat Shalon);em memória aos meus antepassados orientais.E é asim a minha vida de avó,ou de Grande Mãe.
domingo, 11 de julho de 2010
DIA 13 DE JULHO-DIA MUNDIAL DO ROCK
Em 13 de julho de 1985, Bob Geldof organizou o Live Aid, um show simultâneo em Londres na Inglaterra e na Filadélfia nos Estados Unidos. O objetivo principal era o fim da fome na Etiópia e contou com a presença de artistas como The Who, Status Quo, Led Zeppelin, Dire Straits, Madonna, Queen, Joan Baez, David Bowie, BB King, Mick Jagger, Sting, U2, Paul McCartney, Phil Collins (que tocou nos dois lugares), Eric Clapton e Black Sabbath.
Foi transimtido ao vivo pela BBC para diversos países e abriu os olhos do mundo para a miséria no continente africano. 20 anos depois, em 2005, Bob Geldof oragnizou o Live 8 como uma nova edição, com estrutura maior e shows em mais países com o objetivo de pressionar os líderes do G8 para perdoar a dívida externa dos países mais pobres erradicar a miséria do mundo.
Desde então o dia 13 de julho passou a ser conhecido como Dia Mundial do Rock
O ROCK NO BRASIL

ERA E OURO DO ROCK(1963-1974).

ROCK AND ROLL

segunda-feira, 5 de julho de 2010
A FLOR DE LÓTUS

Valéria e Becinho

JUREMA

domingo, 4 de julho de 2010
O CARVALHO

Assim como aqui no Brasil a árvore símbolo é o já praticamente extinto Pau-brasil, na França a árvore símbolo é o Carvalho (mas lá ele é preservado de verdade!).
O carvalho é da familia das Fagaceae e nome ciêntifico Quercus robus.Cresce até 30 a 40 metros de altura e vive de 500 a 1000 anos. E uma árvore alta, com uma copa não muito espalhada, ou seja, ela cresce mais na vertical que na horizontal.
O maior e mais antigo carvalho da França (juntamente com um druida encantado) pode ser visto na página da Bretanha.
Quando os judeus dizimaram-se mundo a fora durante a segunda guerra mundial;não podendo usar seus nomes verdadeiros para não serem identificados,agregavam nomes de árvores aos seus nomes,afim de servir como códigos de identificação de suas origens e poderem além de preservarem-se,encontrarem-se também e unir-se em parentescos e matrimônios. Carvalho,foi um dos nomes muito utilizados para tal fim,pela força e resistência da árvore ue resiste a qualquer tempestade;asim,os judeus,mesmo,na perseguição e dizimação,na angustia e na dor...permaniciam fortes tal qual como os carvalhos. É bem provável,que muitas pessoas que caregam tal nome de família,seja descendente de judeus dizimados na Segunda Guerra e não saiba de tal história.
Voltando para a França,esta se orgulha de toda a sua história e com razão. O início de sua civilização é muito antigo, sendo marcado pelo povo denominado de "Gauleses" (aqueles das histórias em quadrinhos do Asterix). Os Gauleses tinham uma religião própria, o druidismo, sendo os representantes religiosos máximos, os druidas. Eles não tinham templos e faziam suas cerimônias nas florestas, preferencialmente sob as sombras dos carvalhos ou "chênes". Eles achavam que os carvalhos tinham o poder de curar todos os tipos de doenças.
O culto máximo do druidismo se dava na última noite do ano, quando os druidas saiam a cata de uma árvore de carvalho que tivesse aderida ao seu tronco uma espécie de planta denominada "Gui".
O povo se reunia todo sob a copa do carvalho, e um druida subia na árvore e fazia a colheita do ramo de Gui com uma faca de ouro com um formato de uma pequena foice, sendo isso feito durante todo um cerimonial. Ao pé do carvalho, outros druidas recebiam a planta sagrada e a distribuíam ao povo como símbolo de saúde e felicidade, e a festa terminava com um grande jantar, o que é hoje o nosso "Reveillon".
O GIRASSOL

sábado, 12 de junho de 2010
domingo, 6 de junho de 2010
EU E BECINHO...

quinta-feira, 13 de maio de 2010
OBRIGADA SENHOR.

Nem todas as pessoas nascem com a arte de sorrir a cada vez que a vida lhe diz "NÃO".Penso ser isto um dom precioso de Deus.Claro que eu choro;e choro com muita intensidade até o ponto de sentir a alma doer;mas já dizia Tomas de Aquino:Não chore mais do que quinze minutos.Quando li isto pela primeira vez,tratei logo de ficar demasiadamnte indignada com o filósofo,pois como estipular uma hora exata para chorar,se cada um sabe a rezão e o tamanhho da sua dor???Hoje,percebo a figura de linguagem por trás desta frase....Quinze minutos é um quarto de uma hora;uma hora aqui,poderia ter o contexto de um dia,de um ano ou até mesmo DE UMA VIDA INTEIRA.De certo,que na hora da dor,da provação,do tragédia física ou psicológica;dá-nos a dúvida,e até mesmo a precisão,de levarmos a vida inteira a chorar,como que as nossas lágrimas,pudessem subir a até Deus,e Ele na sua bondade,justiça e misericórdia,quizesse reverter a situação...Com o tempo,só com o tempo,é que começamos a entender,que qualquer coisa que nos aconteça,o mundo não vai parar por isso, e as pessoas;mesmo áquelas que mais nos amam,também,não podem parar a suas vidas por nós...e o melhor;é quando chega ao nosso entendimento que nem nós mesmos podemos parar,pois assim como o mundo,como as pessoas,cada um de nós faz parte da mesma dinâmica;de que A VIDA CONTINUA;e se tiver-mos que chorar,não seja por uma vida toda;caso contrário,desperdiçaria-mos os outros quarenta e cinco minutos e nossa existência seria inútil,para O mundo,para as pessoas e sobretudo para nós mesmos, que é o mais importante.Nos últimos meses,vivi sob uma tensão tamanha,que eu mesma me perguntava de onde vinha tanta força...Ora,como senão eu fosse salmista por excelência e não soubesse:EU ERGO OS MEUS OLHOS PARA OS MONTES E ME PERGUNTO:DE ONDE VIRÁ O MEU AUXÍLIO?-MEU AUXÍLIO VEM DO SENHOR QUE O CÉU E A TERRA CRIOU(Sl 121).Atravessei rios caudalosos,com a gravidez de risco da minha filha,gerando angústia,cansaço físico demasiado;ao mesmo tempo em que a caçula,gritava pelos cantos com uma dor misteriosa,que aumentou tudo o que eu já estava passando,até depois de vários exames,diagnosticar um calculo renal.Toda a responsabilidade de cuidar de uma casa de muitos cômodos e o preparo dos alimentos,dinheiro pouco pra administrar o que já é de praxe ;as despezas extras que surgiram.Uma ordenação presbiteral,sob minha responsabilidade ,para articular cinco dias de ação litúrgica.Uma dor no fêmur da minha perna direita,que me deixava com menos capacidade fìsica e a pergunta?Que dor é esta?Outras situações,stressantes,que me fizeram chorar uma tarde inteira até precisar tomar calmante,essa eu prefiro nem comentar...Existem coisas que para o nosso próprio bem e para os demais,nem convém explanar...Quando tirei essa foto,com minha web(sem nenhum retoque);depois fiquei pensando,que continuo sorrindo,e que chorei meus quinze minutos,mas logo o sorriso irradiou o meu rosto outra vez.Nesse ìnterim,algumas pessoas me ajudaram só de me ouvir,mas tive o cuidado e a elegância de não cansa-las,de não exaurir suas forças...Mas como é bom ter cirineus na nossa vida.Estou agora de mala pronta,para viajar,para um grande acontecimento em minha vida particular,e de toda nossa família.Acompanhar a minha filha Mariana no seu parto.Ver o meu neto nascer.(sobre isso,depois escreverei).OBRIGADA SENHOR,por ter me tomado pela mão e atravessado comigo esse "tempo" de medição,de força,de fé,de confiança em VÓS.Obrida Senhor,por este sorriso....
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